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quarta-feira, 11 de março de 2015

Introdução as tríades e as tétrades

Introdução


Neste tópico começaremos a trabalhar com acordes, o vocabulário básico da harmonia tonal. Nós não nos preocuparemos, neste estágio, em como os acordes são usados composicionalmente ou mesmo quais os tipos de acordes que ocorrem nos  modos maior e menor. Primeiro deve-se aprender como descrever os tipos mais comuns de acordes e como reconhecê-los em vários contextos.

Tríade


A harmonia tonal faz uso de acordes construídos  em terças sobrepostas. A sonoridade básica deste tipo de acorde é a tríade, um acorde de três notas que consiste num intervalo de quinta dividido em duas terças sobrepostas. Existem quatro formas possíveis de combinar terças maiores e menores para produzir uma tríade.


Os nomes e abreviações para estes quatro tipos de tríades são dadas no exemplo abaixo:

Experimente tocar estas tríades a partir do C3

Toque as tríades e compare a sonoridade delas. Você poderá adivinhar ao ouvi-las que, na música tonal, tríades maiores e menores são encontradas frequentemente, e que a tríade aumentada menos frequentemente.. Existem também nomes (em adição aos nomes das notas) para cada membro da tríade. Veja o exemplo abaixo:



Tétrades


Se extendermos uma tríade adicionando outra terça acima da quinta, o resultado é um acorde de quatro notas. Pelo fato de que o intervalo entre esta nota adicionada e a tônica formam algum tipo de sétima (maior, menor, ou diminuta), acordes deste tipo também são chamados de acordes com sétima ou tétrades.

O fato de podermos usar mais do que um tipo de sétima para cada tríade nos revela que existem mais tipos de tétrade do que de tríade.. Contudo, a harmonia tonal geralmente só utiliza cinco tipos de tétrades. No exemplo abaixo, você encontrará o nome mais comumente usado para cada acorde e o símbolo usado como abreviação. Certifique-se de tocar os acordes do exemplo abaixo para se familiarizar com cada um desses acordes.



Pratique os acordes acima. Tente formá-los em outras tonalidades.



Aprenda Música - Intervalos

Intervalos

A classificação de intervalos obedece a distância existente entre duas notas musicais. Assim podemos definir que um intervalo musical é a distância de altura entre dois sons musicais, tanto do ponto de vista puramente auditivo quanto do ponto de vista gráfico (da notação musical).

Os intervalos podem ser classificados de acordo com o tipo de textura musical: Intervalo melódico é formado por duas notas sucessivas e pode ser ascendente ou descendente. Ainda pode ser formado ou não por intervalo conjunto (são notas consecutivas) ou disjunto (notas não consecutivas). Intervalo harmônico é formado por duas notas simultâneas. Intervalos simples e compostos: os intervalos simples são os que estão contidos no âmbito de oito notas, ou seja, uma oitava. Já os intervalos compostos são aqueles que extrapolam o âmbito de oito notas consecutivas, ou uma oitava. 

Classificação dos intervalos


A classificação dos intervalos é feita de acordo com o número de notas contidas no intervalo. Por exemplo, dó–ré é classificado como uma 2 a pois contém duas notas; sol–ré, é classificado como uma 5 a pois contém cinco notas. Devemos lembrar que para a classificação dos intervalos não consideramos acidentes os acidentes aplicados à cada nota ou diferentes claves.
















Qualificação de Intervalos


Os intervalos são qualificados de acordo com o número de tons e semitons de que são compostos. Uma qualificação básica de intervalos é a seguinte:

Intervalos Justos: 1 ª, 4 ª, 5 ª, 8 ª.

Intervalos maiores ou menores: 2ª, 3ª, 6ª, 7ª. Segue uma pequena tabela com os intervalos simples e sua qualificação:














Intervalos Justos



Intervalos Menores










Intervalos Maiores















Intervalos aumentados e diminutos


Intervalos aumentados são aqueles que têm na sua constituição um semitom a mais que os intervalos justos ou maiores.

Intervalos diminutos são aqueles que têm na sua constituição um semitom a menos que os justos ou menores.

Ainda podemos qualificar alguns intervalos como superdiminutos ou superaumentados. Os superdiminutos são aqueles que têm um semitom a menos que os diminutos; e os superaumentados têm um semitom a mais que os aumentados. 


Intervalos Aumentados








Intervalos Diminutos















Inversão de Intervalos


Inverter um intervalo consiste em trocar a posição das notas, isto é, transportar a nota inferior do intervalo uma oitava acima, ou a nota superior uma oitava abaixo.
Quando invertemos um intervalo melódico, a seqüência das notas não se altera. Ou seja, a primeira nota do intervalo original continua sendo a primeira nota do intervalo invertido.

Quando da inversão de intervalos ocorre uma mudança na classificação e qualificação dos intervalos. Assim, os intervalos de 2ª tornam-se 7ª, os de 3ª tornam-se 6ª, os de 4ª tornam-se 5ª, os de 5ª tornam-se 4ª, os de 6ª tornam-se 3ª, e os de 7ª tornam-se 2ª. Resumindo, a soma do intervalo original e sua inversão deve ser igual a nove, por exemplo, o intervalo de 2ª e sua inversão 7ª, somados igualam 9.












A qualificação de cada intervalo na sua inversão muda de:
Maior para menor
Menor para maior
Aumentado para diminuto
Diminuto para aumentado

Mas lembre-se que somente os intervalos justos permanecem justos.


Intervalos Compostos


São os intervalos que ultrapassam o limite da oitava, ou oito notas. Podemos entender que um intervalo composto é um intervalo simples acrescido de uma ou mais oitavas.

Para modificar um intervalo simples em composto: acrescenta-se uma ou mais oitavas ao intervalo simples; e para modificar um intervalo composto em simples: subtraem-se as oitavas até chegar-se a um intervalo simples.

A classificação permanece a mesma nos intervalos compostos, com exceção da classificação numérica.

Atenção: no estudo da harmonia tonal consideramos a classificação dos intervalos sempre em relação a um intervalo simples, mesmo que em um determinado acorde esteja grafado um intervalo composto.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Introdução ao teclado - Iniciante


Por: Rafael Harduim
  1. Notas Musicais

Como qualquer instrumento musical as notas básicas (ou naturais) são:
Dó  Ré  Mi  Fá  Sol  Lá   Si 

Vamos agora entender como as 7 notas musicais Do, Re, Mi, Fa, Sol, La, Si se encontram dispostas no teclado olhando a figura abaixo:



A seqüência Dó, Re, Mi, Fa, Sol, La, Si é repetida várias vezes no teclado. Cada vez que se repete a mesma nota na seqüência, ex: de Dó a Dó essa repetição é chamada de Oitava, portanto um Teclado de 61 teclas possui 5 Oitavas, que começam com sons Graves e terminam com sons Agudos.

Nos teclados arranjadores as 2 primeiras oitavas são destinadas para uso dos Styles, e as demais 3 oitavas são destinadas para o uso dos Songs, isso se o equipamento estiver operando no modo Single ou Fingered (Consulte o manual do seu teclado para maiores informações).
Existem duas maneiras de identificarmos as teclas. Uma é tomando como base as teclas Pretas, ou acidentes. Ao olharmos as teclas pretas iremos identificar
que elas possuem um intervalo de 2 e 3 teclas.

Assim, o Dó será sempre a tecla branca que vem antes do Intervalo de 2 Pretas, o branca que vem antes do Intervalo de 2 Pretas, o Ré vai ser a tecla branca localizada entre o intervalo de 2 pretas e o Mi a tecla branca localizada após o intervalo de 2 prestas. Pronto, já identificamos 3 notas Do, Re e Mi. Agora vamos às demais. 

EX Dó:

 A primeira tecla branca antes das duas teclas pretas sempre será a nota .


O Fá será a tecla branca localizada antes do intervalo de 3 teclas pretas, o Sol e Lá estarão entre o intervalo de 3 teclas pretas, em sua ordem respectiva e o Si estará após o intervalo de 3 teclas pretas.

EX Fá:

A primeira tecla branca antes das três teclas pretas sempre será a nota .

Assim aprendemos a localizar todas as notas, mas existe outra maneira ainda, pelo formato das teclas, atentem à figura abaixo.


O Re, Sol e Lá possuem formas diferenciadas. Já o Dó e o Fá, possuem formas iguais, semelhantes a um L. E o Mi e Si, também, mas como se fosse um L invertido.

Agora que já sabemos identificar as teclas vamos numerar os dedos de nossa mão para fazermos um exercício. 

Tanto na mão esquerda quanto na direita os dedos terão atribuídas a seguinte numeração:
Polegar = 1
Indicador = 2
Médio = 3
Anelar = 4
Mínimo = 5

OBS: As mãos devem trabalhar como se fossem conchas, sendo que o que toca a tecla é a ponta e não a "barriga" dos dedos, ok?

§  Exercícios

Vamos realizar agora um exercício para que você pratique tudo que abordamos a cima, combinado?
  
Coloque seu dedo Mínimo (5) da mão esquerda no primeiro Dó do teclado. Vá com sua mão direita até o 3 º Dó do teclado, que será chamado Dó Central e coloque sobre esta tecla o Polegar (1) da mão direita, conforme a figura identificada abaixo:

Agora execute o exercício conforme exemplificado na figura abaixo ,usando o dedo determinado para a tecla especificada, conforme a figura abaixo.

Vídeo demonstrativo do exercício